Confiram a entrevista que a Amy concedeu ao Gulf News, antes da apresentação em Dubai.
Amy Lee, a fundadora e vocalista da banda de goth-rock Evanescence, não é de medir suas palavras.
"Droga, não", disse Lee quanto a falar sobre a saída de Ben Moody, co-fundador da banda e autor do hit My Immortal.

"O que essa banda é e tem sido é algo muito forte pra mim", acrescentou, seu tom deixando claro que ela não ia justificar nada a ninguém.
"Sempre fui eu e mais outra pessoa criando o som. Agora sou eu e outros - uma banda. Parece diferente, o que pode ser percebido na música. Cada canção carrega uma parte de cada pessoa e eu adoro isso. Em qualquer música do último álbum eu posso ouvir a personalidade de cada pessoa. "
Tendo supostamente demitido alguns ex-membros ao longo dos anos, Lee ganhou a reputação de controladora da banda, que foi criada quando ela tinha apenas 17 anos.
Falando antes da apresentação de estreia do grupo em Dubai na sexta-feira, a transição de um duo para banda não foi fácil, de acordo com Lee.
"É difícil", disse ela relutantemente. "Isso me tirou da minha zona de conforto. Nos sentávamos todos juntos e cada um entrava com uma ideia, e não era algo que eu estava acostumada. Mas eu percebi que no final o resultado foi uma música com tal profundidade e significado vocalmente que eu poderia começar a me divertir mais."
A relutância de Lee em se desligar de um som que ela ainda chama de seu “bebê” é admirável.
A cantora de 30 anos do Arkansas e Moody formaram a banda no final dos anos 90, após terem se conhecido em um acampamento de jovens. Moody disse a um jornal dos EUA que ouviu Lee tocando a canção I'd Do Anything For Love do Meatloaf no piano e foi surpreendido por seu talento.
"Tanta coisa aconteceu", riu Lee. "Mas é a beleza do que faz o show tão atraente hoje. O show em Dubai será como assistir a trilha sonora da minha vida - os altos, os baixos. Mas a melhor parte é que ainda estamos aqui hoje. Tem sido uma longa estrada, mas tem sido uma boa estrada também. É parte da minha história e este é meu momento de vitória. Nós conseguimos, sim nós conseguimos."
Como um duo, Evanescence não se apresentava ao vivo, ao invés disso escolhiam lançar EPs, seleções curtas de músicas, até que foram descobertos pelo produtor Pete Matthews. Ele vendeu as músicas para gravadoras de Nova York, e o Evanescence - completo com o baixista Will Boyd, o guitarrista John LeCompt e o baterista Rocky Gray, conseguiu um contrato de gravação.
Os anos de composições e gravações seguiram até 2003, quando alcançaram o topo das paradas e lançaram o álbum de estreia Fallen, que ganhou dois prêmios internacionais seguidos por prêmios Grammy apenas oito meses mais tarde. A trilha sonora do filme de ação Demolidor, de 2003, teve em sua trilha sonora Bring Me to Life e a balada My Immortal.
Ironicamente, enquanto 2003 foi o ano da descoberta de grupo, foi também um ano de baixos, principalmente devido a Moody ter saído da banda no meio de uma turnê pela Europa, citando "diferenças musicais" como razão.
Atualmente em turnê pela Europa, Lee fala mais abertamente do seu quarto de hotel em Antuérpia, na Bélgica. "Amsterdam é o próximo e sempre temos uma grande explosão", disse ela antes de falar sobre os prós e contras do circuito de festivais.
"Obviamente isso é ótimo. Estamos falando de números de até 85.000 pessoas diante de você", disse ela. "Mas é difícil comparar algo assim com a intimidade de um local pequeno. Em um festival você sente que tem que se provar um pouco, porque enquanto algumas pessoas sabem quem você é, outras vieram pela experiência global e não apenas para ver você. Em um espaço pequeno você sabe que é seu show. É mais fácil ser você mesmo e acredito que é algo muito importante."
Com Moody fora da banda, o ex-guitarrista do Cold Terry Balsamo se conectou com Lee e os dois começaram uma parceria de composições que ainda hoje se mantém firme.
A turnê e um álbum ao vivo, Anywhere But Home - gravado em um show em Paris em Novembro de 2004 - aconteceram antes de mais drama que se seguiu.
Balsamo sofreu um derrame em 2005 e Boyd saiu logo depois, sendo substituído pelo ex-baixista do The Revolution Smile Tim McCord.
"Eu comecei a desenhar minhas próprias roupas, pois as minhas escolhas de moda de repente se tornaram algo que todo mundo tinha uma opinião sobre", disse ela, relutante em falar de roupas. "Não é a minha praia," ela explicou. "Eu usava roupas que não diziam nada", disse ela referindo-se às muitas opções dark em seu guarda-roupa. "Tudo começou na escola. Eu vim de uma cidade pequena onde meu visual se parecia com o de todo mundo. Então eu fiz roupas à mão, aí eu senti que me representavam mais."
Desde que ficou famosa, Lee agora tem o luxo de trabalhar com designers de todo o mundo - o Japão é o seu lugar preferido - para produzir até seis figurinos para cada show.
Nos altos e baixos Lee se manteve firme e continuou a dar à banda o que ela imaginou quando era adolescente, uma vida colorida e variada.
Ela declarou em várias ocasiões que nunca recorreria à vulgaridade ou outros truques publicitários para ter sucesso, apesar de ter sido eleita "a mulher mais quente do rock" em várias listas ao longo dos anos.
"Para mim tudo sempre foi sobre a música", disse ela descartando as reivindicações de mulher mais sexy. "Esta é a vida real. Não se trata de ser perfeito - nunca afirmei ser. Eu não acho que eu sou incrível. Aos 13 anos eu tinha essa crença irreal de que eu iria fazer isso. Mas mantendo a cabeça no lugar certo eu acho que consegui."
Ben Moody? Sério?
sab, 2012-06-23 13:10 — leocaetanoTipo, estamos em 2012 e os jornalistas de Dubai ainda estão presos em 2003? Quanta obsessão com Ben Moody!